Marisa Monte – Mais (1991)

“Antecedido por habilidosa estratégia de marketing que criou e alimentou expectativas por tudo que envolvia o nome de Marisa Monte, cantora carioca revelada em 1987 com cultuado show na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), o primeiro álbum da artista desafiou lógicas e padrões do mercado fonográfico. A começar pela data do lançamento do álbum Marisa Monte em 1989. […] Também conhecido como MM, o disco foi arremessado nas lojas em janeiro, mês tradicionalmente de ressaca em indústria que acionava as máquinas a pleno vapor entre outubro e dezembro para suprir as altas demandas do período das festas de fim de ano.”

Marisa Monte – Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão (1994)

“Em meio a mais uma semana de pandemia (infelizmente) eu resolvi assistir o programa O Som do Vinil, apresentado por Charles Gavin, ex baterista do Titãs. O Canal Brasil está disponibilizando vários programas em seu canal no Youtube, e foi assim que bati o olho e tive a curiosidade de curtir o papo que Gavin teve com Marisa tanto sobre o disco Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão como sobre a carreira da cantora. Aliás, o programa O Som do Vinil influenciou diretamente eu e meu amigo Flávio Oliveira a criar o blog A História do Disco, que posteriormente se tornou programa de rádio por alguns anos e hoje é esse maravilhoso site. A minha curiosidade em relação a carreira de Marisa Monte era enorme, e também rolava a vontade de trazer algum disco dela aqui pro AHD. Eu acabava esbarrando no pouco costume em ouvir MPB, admito. Ai vendo o programa comandado por Gavin meu “preconceito” e minhas dúvidas sumiram e a única frase que veio a minha mente foi: caralho, como essa mulher é foda!”

Maíra Manga – Lá (2021)

“Com 12 músicas do compositor Sérgio Santos – oito delas em parceria com Paulo César Pinheiro –, Maíra Manga lança o álbum “Lá”. O disco de estreia da cantora mineira traz arranjos do próprio Sérgio e será lançado neste sábado (18/12), às 18h, com show transmitido pelo canal da gravadora Biscoito Fino no YouTube. […] Um dos destaques do álbum é a formação instrumental que acompanha Maíra: Sérgio Santos ao violão, Rafael Martini no piano, Luca Raele no clarinete e Felipe José se dividindo entre violoncelo e percussão.”

Lenine – Na Pressão (1999)

“… 1999, né, bicho? Veja só… Eu fiz meu primeiro disco no início dos 1980, em 83, o Baque Solto [com Lula Queiroga]. Quase 10 anos depois, eu fiz com [o percussionista Marcos] Suzano e com Denilson [Campos, produtor], Olho de Peixe (1993). Houve esse tempo que parece um hiato, mas nesses quase 10 anos eu produzi muito. Exercitei muito o compositor, passei a compor para muita gente. Inclusive, esse material gerou vários discos. Não só o Olho de Peixe, como O Dia em Que Faremos Contato (1993), que eu fiz com o [produtor] Chico Neves, o Na Pressão e o Falange Canibal (2002). Todo esse material praticamente eu produzi naqueles 10 anos. O que parece ter sido um hiato, na verdade, foi um momento de muita produção. É bem verdade que, em cada um desses projetos, sempre tinha uma canção mais recente, que eu tinha acabado de fazer. Uma ou outra, mas o disco era sempre uma coletânea desse material que se transformou no meu repertório. O Olho de Peixe abriu um caminho possível não só no Brasil como fora do Brasil.”

Bruna Caram – Essa Menina (2006)

“… E agora, enfim, o primeiro CD “Essa Menina”. Bruna canta a obra de Otávio Toledo e parceiros, compositor paulistano que sai dos bastidores para se revelar publicamente em canções inspiradas como “Signo de Câncer”, que abre o disco e outras como “Essa Menina” (título do CD), “Um Blues” e “Sonhador”, estas de sua autoria exclusiva (letra e música) e, ainda, “Meus Sonhos” (poema de seu pai que musicou), “Canta Comigo” e “Estrada de Nós Dois” em letra de Juca Novaes e “Cavaleiro Andaluz”, “Palavras do Coração”, “Sensação”, “Simples Cidade”, “Fundo Falso” e ‘Escolta”, com letra de J.C.Costa Netto, que também assina a apresentação do CD (na sua 1º página do encarte).”