Wolfgang Muthspiel – Angular Blues (2020)

“Wolfgang Muthspiel, a quem The New Yorker chamou de “uma luz brilhante” entre os guitarristas de jazz de hoje, volta ao formato trio com Angular Blues, o quarto álbum do austríaco como líder, após dois aclamados lançamentos em quinteto e sua estreia em trio. Como Driftwood – o trio de 2014 que o Jazz Times apelidou de “cinemático” e “assombroso” – Angular Blues encontra Muthspiel emparelhado com o colaborador de longa data Brian Blade na bateria; mas em vez de Larry Grenadier no baixo, é Scott Colley, cujo som especialmente terroso ajuda a dar a esse trio sua própria dinâmica. Muthspiel alterna entre guitarra acústica e elétrica e, junto com seus originais caracteristicamente melódicos – incluindo destaques como a bucólica “Hüttengriffe” e a pensativa “Camino” – ele ensaia os primeiros padrões de sua jornada na ECM (“Everything I Love” e “I’ ll Remember April”), bem como sua primeira música com mudanças de ritmo no bebop (“Ride”). Angular Blues também apresenta uma única faixa composta exclusivamente para a guitarra, intitulada “Solo Kanon in 5/4”, com o delay eletrônico de Muthspiel imbuindo as rodadas barrocas com um brilho hipnótico.

Kurt Rosenwinkel – East Coast Love Affair (1996)

“Esta joia pouco conhecida captura Rosenwinkel ao vivo no Smalls, o famoso clube de jazz de Nova York, com Avishai Cohen no baixo e Jorge Rossy na bateria. O estilo de guitarra de Rosenwinkel é distinto e altamente desenvolvido. Apenas dois originais aparecem – “East Coast Love Affair” e “B Blues” – e ambos são fascinantes, embora bastante semelhantes em ritmo e humor. O resto do programa é composto por standards e clássicos do jazz, todos interpretados com bom gosto e originalidade. O domínio dos acordes de Rosenwinkel é especialmente evidente nas duas seleções de Thelonious Monk, “Pannonica” e “‘Round Midnight”. Sua leitura latina de “All or Nothing at All”, como a versão de Mark Turner em Ballad Session, é inspirada na versão de 1961 de Coltrane. É uma pena que East Coast Love Affair seja tão difícil de encontrar, pois o álbum mostra algumas das melhores interpretações de Rosenwinkel.”

Kenny Wheeler / Brian Dickinson – Still Waters (2005)

Still Waters é uma colaboração entre os trompetista Kenny Wheeler e o pianista Brian Dickinson. Neste trabalho é notável a capacidade do duo em construir um álbum inteiro sem a necessidade de contrabaixo e/ou bateria. A química entre os músicos foi boa o suficiente para que se bastassem. E a experiência musical aqui é completa! Há um sentimento de que nada está faltando ou de que tudo está como deve ser. As ideias e o timbre de Wheeler são excelentes e recebem apoio instintivo do piano de Dickinson. As composições foram cuidadosamente pensadas: quatro de Dickinson e cinco de Wheeler. Cada canção mais bonita que a outra: melodias agradáveis e reflexivas que representam uma quebra nos padrões do jazz. Um trabalho agradavelmente surpreendente.

Keith Jarrett – In The Light (1974)

Esses álbum é um projeto orquestral de Keith Jarrett. Aqui, o grande improvisador mostra suas outras faces de intérprete e de compositor. Trata-se de um trabalho altamente ousado e experimental. Uma atitude corajosa e inovadora do artista em pleno ano de 1973. Mas que talvez só tenha sido assim percebida nos dias atuais. Jarrett provavelmente não distinguia suas muitas habilidades como artista. Se existia uma separação, isso certamente foi algo inventado pela crítica “especializada”. Porém, o que de fato importa é que neste trabalho singular, as texturas são exuberantes e cheias de metamorfoses e nisto reside uma substância que dá cerne aos muitos cursos que se seguem nesta incursão de Jarrett como um maestro fora do padrão.

Masabumi Kikuchi Trio – Sunrise (2012)

nascido em Tóquio, o pianista Masabumi Kikuchi construiu uma carreira sólida entre os músicos de jazz mais cultuados da américa. Em sua no selo ECM, adicionou o baixista Thomas Morgan e o baterista Paul Motian para realizar seu trabalho musical mais intuitivo em toda a sua trajetória. Sunrise é um álbum de jazz clássico fundamental não só para os apaixonados pelo piano, mas para os amantes do jazz em geral.