Banana Scrait – Eletro Bossa Nova (EP, 2022)

“A abordagem do duo Banana Scrait para o projeto Eletro Bossa Nova é uma nova interpretação para clássicos desse ritmo brasileiríssimo por natureza, com uma vibração nova: da chillwave, lounge music e até o funk com batida sincopada. É o caso da releitura de Manhã de Carnaval (cujo vídeo clipe se pode conferir abaixo), que combina suingue e poesia com um toque de melancolia guiada pelo sax tenor no que, talvez, seja a versão mais ousada de todo o álbum. […] Este novo EP vem para somar-se à discografia do duo, na perspectiva de canalizar as influências roqueiras de Andrea e Daniel – entre elas, The Smiths, Breeders e Elastica.”

Fonte: Adaptado do Press Release oficial.

Niclas Knudsen Trio – Times Revisited (2021)

Alerta de spoiler: este é um disco incrível concebido por um guitarrista de jazz super talentoso. É admirável o jeito confiante e, ao mesmo tempo, discreto do dinamarquês Niclas Knudsen que, com seu trio produziu um álbum de músicas ricas e memoráveis. Educado na Berklee College of Music, certamente foi lá que ele desenvolveu esse modo de tocar pensativo e imbuído do espírito de sua terra e de sua época. Todavia, Ele possui seu próprio estilo, que é uma mistura de afrobeat indiano, blues britânico e jazz europeu. Sem dúvidas de que podemos a ele nos referir como uma miscelânea de conhecimentos musicais. No entanto, para ele, isto nada mais é do que seu jeito de criar e de se expressar. Ou seja, o que para nós – pessoas comuns – parece sobrenatural, para ele, é só educação e hábito.

Argonautas – Argonautas Interpretam Edu Lobo (2022)

O que esperar de um disco baseado nas canções e composições de Edu Lobo? Bem, o grupo Argonautas ousou realizar tal feito e o fez com tanta dedicação e simplicidade que quase conseguiu ser uma cópia fiel do ídolo. Todavia, não conseguiu ser “cópia”, ao contrário, preferiu soar idêntico a si mesmo, apropriando-se dos aspectos mais simbólicos da musicalidade de Lobo. Aliando o romantismo de todas as épocas vividas pelo ídolo, Os Argonautas representaram muito bem o papel de traduzir para a contemporaneidade fragmentos de uma trajetória que fala da beleza dos amores perdidos / correspondidos até as angustias de ser perseguido pela ditadura militar. Sem falar no resgate de toda a atmosfera saudosista que envolve carinhosamente os momentos mais sublimes da obra do mestre. O disco conta, entre outros, com as participações especialíssimas do próprio Edu e de Mônica Salmaso, com quem o grupo já dividiu o palco no passado.

Johanna Elina Sulkunen – Terra (2021)

“A vocalista, compositora e produtora finlandesa, Johanna Elina Sulkunen cria música evocativa e inovadora com o uso inteligente de voz, percussão, eletrônica e gravações de campo. Vivendo em Copenhague, na Dinamarca, ela explora como a voz ressoa com a natureza, pedindo ao ouvinte que “questione nossa vida moderna e sua relação muitas vezes destrutiva com a natureza”. “Terra” é o segundo de uma trilogia de lançamentos de seu projeto solo Sonority. O primeiro álbum “Koan” usou gravações de campo de templos budistas japoneses. As gravações resultantes são literalmente uma lufada de ar fresco, Sulkunen reunindo sons díspares e ideias musicais fragmentadas para criar uma paisagem sonora única e fascinante.”

Wolfgang Muthspiel – Angular Blues (2020)

“Wolfgang Muthspiel, a quem The New Yorker chamou de “uma luz brilhante” entre os guitarristas de jazz de hoje, volta ao formato trio com Angular Blues, o quarto álbum do austríaco como líder, após dois aclamados lançamentos em quinteto e sua estreia em trio. Como Driftwood – o trio de 2014 que o Jazz Times apelidou de “cinemático” e “assombroso” – Angular Blues encontra Muthspiel emparelhado com o colaborador de longa data Brian Blade na bateria; mas em vez de Larry Grenadier no baixo, é Scott Colley, cujo som especialmente terroso ajuda a dar a esse trio sua própria dinâmica. Muthspiel alterna entre guitarra acústica e elétrica e, junto com seus originais caracteristicamente melódicos – incluindo destaques como a bucólica “Hüttengriffe” e a pensativa “Camino” – ele ensaia os primeiros padrões de sua jornada na ECM (“Everything I Love” e “I’ ll Remember April”), bem como sua primeira música com mudanças de ritmo no bebop (“Ride”). Angular Blues também apresenta uma única faixa composta exclusivamente para a guitarra, intitulada “Solo Kanon in 5/4”, com o delay eletrônico de Muthspiel imbuindo as rodadas barrocas com um brilho hipnótico.