Heavy Feather – Mountain Of Sugar (2021)

“… Um riff poeirento abre “30 Days”, cujo refrão faz alusão à clássica “30 Days in the Hole”, do Humble Pie. O groove é a base de “Bright in My Mind”, com uma interpretação incrível de Lisa. Se o rock ainda fosse o preferido da mídia, “Love Will Come Easy” teria tudo para se tornar hit. A canção título é uma das melhores do álbum, ao lado de “Too Many Times” e “Come We Can Go”. Baladas como “Let it Shine” e “Sometimes I Feel” mostram o lado mais sentimental da banda, essa última uma verdadeira pérola com a voz do guitarrista Matte Gustafsson. Como curiosidade, vale mencionar que o álbum traz uma canção chamada “Rubble & Débris”, e que o primeiro disco continha uma faixa chamada “Débris & Rubble”.”

Wille and the Bandits – When the World Stood Still (2022)

Trata-se de um álbum que documenta uma época em que o mundo parou, gravado em um local acessível apenas na maré alta, às margens do rio Fowey; um dos estúdios de gravação mais emblemáticos da Grã-Bretanha que está chegando ao fim de uma vida influente. Este poderia ser o último álbum gravado no Sawmills, financiado pelos fãs de uma banda considerada uma das bandas independentes mais emocionantes e bem sucedidas da Europa, Não é exagero afirmar que o Sawmills Studio, com a arte de John Cornfield, produziu alguns dos álbuns mais inovadores dos últimos 30 anos; Fools Gold de Stone Roses, Definitivamente Talvez de Oasis, In It For The Money de Supergrass, The Fate of Nations de Robert Plant, Showbiz de Muse e agora When the World Stood Still de Wille & The Bandits estão ao lado como um de igual maestria.

James Kitchman – First Quartet (2022)

“Aqui está mais um bom lançamento do selo Ubuntu Records. O título do álbum deixa claro que este é o primeiro lançamento do quarteto James Kitchman. Embora o guitarrista Kitchman ainda não seja um nome familiar para o público mais amplo do jazz, as coisas devem mudar com este lançamento. Seus acompanhantes aqui são fiéis da cena do jazz britânico, Bruno Heinen no piano, Tom McCredie, baixo e baterista Shane Forbes. O material de divulgação do álbum nos diz que o álbum “leva o ouvinte em uma viagem de áudio hipnótica ao coração, alma e cosmos sônico de seu compositor”.”

Joy Ellis – Peaceful Place (2022)

“Quando se pensa em pianistas líricos, alguns nomes que vêm à mente podem ser Claude Debussy, Eric Satie, Tigran Hamasyan, Shai Maestro ou mesmo Brad Mehldau e Keith Jarrett. A pianista, compositora e cantora de Londres, Joy Ellis, poderia sentar-se confortavelmente ao lado desses nomes. Obviamente, esses músicos são famosos por sua abordagem inovadora à música e reverenciados em todo o mundo por suas conquistas incomparáveis, e Ellis pode ou não provar um pouco de suas glórias, mas do ponto de vista musical, Ellis ainda está nos primeiros anos de sua carreira e é um talento excepcional que compartilha uma clareza de toque, fluidez de entrega e técnica cativante tal qual seus mestres.”

Caio Afiune – Every Choice Is An Act Of Courage (2022)

Caio Afiune é um híbrido legítimo – ele combina, em doses perfeitas, a música de sua terra natal, Brasil e a do jazz”, disse Luciana Souza, vocalista e compositora brasileira. […] Every Choice Is An Act Of Courage é um mantra incorporado nele por seu pai, Jorge Afiune. Desde jovem a lição se aplicava às menores ações cotidianas, mas à medida que se aproxima do lançamento de seu segundo álbum, isso influencia claramente na forma como ele concilia a relação entre criatividade e o que normalmente se espera de um guitarrista de jazz. […] Além de peças originais, reinventa padrões populares da tradição jazzística, incluindo “Caravan”, “I Remember You”, “Softly as in a Morning Sunrise” e “Stella by Starlight” através de recomposições, influenciando o free jazz, ritmos e metais. Enquanto este artista fala o idioma do jazz, desafia as expectativas de guitarristas experientes. Ou seja, ele toca com naturalidade. Por vezes até se dá ao luxo de dá um passo a trás na sua performance particular, para que seu time de músicos possa brilhar também.”