Ana Popovic – Unconditional (2011)

Natural de Belgrado, na Sérvia (antiga Iugoslávia), absorveu influências de muitos artistas na construção do seu estilo. Sua rica história pode ser abreviada de acordo com fatos marcantes: em 1995, ela formou sua primeira banda, Hush com quem conquistou razoável sucesso tocando R&B, com adição de elementos de funk e soul. Em 1999, formou a Ana Popović Band, enquanto viveu na Holanda. Em 2000, ela figurou, ao lado de Eric Burdon, Taj Mahal, Buddy Miles, Double Trouble, Eric Gales e outros, no álbum tributo Blue Haze: Songs of Jimi Hendrix com um cover da música Belly Button Window. Em 2001, lançou seu primeiro álbum solo, Hush!, Contanto com boa produção e muitos convidados, o álbum à levou para o nível seguinte no mundo artístico, e impulsionou sua brilhante carreira solo.

Musicalmente orientada pelo blues, Popovic nunca fez segredo sobre seu amor pelo rock, soul e jazz. Dessa forma, Unconditional é um trabalho baseado em influências tão diversas quanto variadas. Seu estilo se ancora nas obras dos mestres norte americanos e isto, a princípio, pode parecer estranho em função da sua nacionalidade (Sérvia), mas quando lembramos que o blues feito no Brasil se embriaga na mesma fonte, nossa percepção passa a aceitar como algo natural. O fato é que isto pode tê-la ajudado a soar de um modo mais autêntico apesar da fórmula original do blues. E por falar nisso, as composições provocam sentimentos variados oriundos da sua visão pessoal de mundo combinada a elementos do blues, do rock e do jazz.

E nesse sentido, cito os seguintes destaques: 1) Fearless, a faixa de abertura, parece afirmar sua proposta de dominação ao declarar-se “sem medo”. 3) Unconditional é provocante ao ponto de seduzir teóricos de quaisquer estilos. 7) Your Love Ain’t Real, é um dos momentos dedicados ao soul e ao funk. 8) Work Song tem a participação de Nat Adderley, que criou seu estilo com base no soul-jazz / bebop instrumental. Por isso, adicionada da letra de Oscar Brown Junior, esta versão ficou quase extraordinária porque é executada numa linha mais rock n’ roll, mas com uma consciência jazzística. 10) Voodoo Woman quebra “a rotina” dos discos do estilo despertando o ouvinte para um mundo frenético e empolgante.

Em resumo, Unconditional é um álbum para amantes da boa música de um modo geral. Portanto, ao ouvi-lo, não se prenda a ideia de que precisa encaixá-lo num rótulo ou numa classificação.

Referências:

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