Mona Gadelha – Cidade Blues Rock nas Ruas (2013)

A percepção de Mona Gadelha se abriu muito cedo para o universo musical. Desde os 7, quando, segundo ela mesma: “… escrevia as letras num caderno e inventava as melodias”. Na adolescência se juntou à “turma do rock” da incipiente cena de Fortaleza/CE, (Lúcio Ricardo, Ricardo Augusto Rocha, Siegbert Franklin, Mocó, Ronald Carvalho e tantos outros). Mais a frente, em 1979 foi convidada pelos, hoje, famosos Ednardo e Augusto Pontes para participar do show e do álbum “Massafeira”, que serviu de vitrine para o grupo de artistas emergentes que ficariam conhecidos como o pessoal do Ceará.

De lá para cá muitas águas rolaram por baixo da ponte, e hoje, amadurecida e auto consciente, Mona nos oferece Cidade Blues Rock Nas Ruas, seu último disco de estúdio. O disco é, nada mais, que um apanhado de canções – aparentemente – inspiradas em suas experiências pessoais, mas que traduz sentimentos e desejos de muita gente mundo a fora, incluindo este que humildemente vos escreve.

São 13 canções distribuídas em, aproximadamente 50 minutos que, além das histórias que conta, se transforma num projeto bastante representativo em virtude da ótima produção e da preocupação dos artistas envolvidos (Alexandre Fontanetti, Marcos Otaviano, Regis Damasceno, Richard Ribeiro, Bruno Fiacadori, Leandro Henrique, Adriano Grineberg, Olívio Filho, Zé Ruivo, Fernando Chui) em colocar paixão nos seus respectivos arranjos e contribuições.

Liricamente é um álbum que fala de pessoas, de coisas e de sentimentos que todos vivenciamos em nossas jornadas individual e coletiva: 3) James Dean é uma fantasias sobre uma personagem que pode ou não ser o famoso artista. 1) Angela B pode ser baseada numa história real. 4) Désoléé Rock uma das mais dramáticas do disco, narra uma decepção amorosa em forma de tango. 5) Ventania, particularmente me remeteu à Vento no Litoral, do saudosa grupo oitentista Legião Urbana. 8) Vulnerável Blues, como o próprio nome diz, é um blues que fala (em primeira pessoa) de alguém com instabilidade emocional. Estes são, na minha opinião, alguns dos destaques do disco, mas certamente há mais para descobrir. É um disco cheio de temas propícios para pensar na vida, portanto, nada de alarmes programados ou compromissos externos. Reserve um tempo para a fruição.

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